Como se Dá o Desenvolvimento de uma Alergia? Posso Adquirir ao Longo da Vida?

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Não nascemos com a alergia, mas carregamos em nossos genes uma tendência a apresentar essa reação diante de algumas substâncias

Uma reação exagerada do organismo frente a uma partícula inofensiva: essa é a definição mais simples das alergias, que podem ser desencadeadas por diversos gatilhos, incluindo poeira doméstica, alimentos, medicamentos, picadas de insetos e mais uma infinidade de exemplos.

Estima-se que uma em cada três pessoas no mundo todo sofre com algum tipo de alergia e, segundo a comunidade médica, a tendência é que a prevalência desse problema aumente, atingindo metade da população mundial. 

Porém, apesar de este ser um conjunto de doenças tão comum, a maior parte das pessoas não sabe como acontecem e como surgem as alergias, e é sobre isso que nós vamos conversar agora.

Ninguém nasce com alergia

A alergia surge quando já existe uma predisposição genética para essa condição, ou seja, trata-se de uma enfermidade que passa de geração para geração, embora o gatilho possa mudar. Porém, nós não nascemos alérgicos a nenhuma substância.

Para que a alergia se desenvolva, é necessário que a pessoa com a predisposição genética entre em contato mais de uma vez com a substância específica capaz de desencadear as reações de hipersensibilidade – e essa substância nem sempre é a mesma dos pais.

Dessa forma, podemos dizer que sim, você pode “adquirir” uma alergia ao longo da vida, mas isso só vai acontecer se o seu organismo já tiver uma tendência genética a reagir de forma exagerada a determinada substância e se você efetivamente entrar em contato com ela.

Algumas alergias alimentares surgidas na infância podem desaparecer com o tempo, pois o sistema imunológico da criança ainda está em desenvolvimento. Porém, via de regra, as alergias não têm cura, embora sejam tratáveis e possam ser evitadas com algumas medidas.

Como acontece uma alergia

A alergia é uma hipersensibilidade que acontece quando o sistema imunológico confunde uma substância inofensiva (alérgeno) com uma ameaça ao organismo, como um vírus ou uma bactéria.

Com isso, ocorre uma ativação das células de defesa, que produzem anticorpos chamados imunoglobulina E (IgE) contra o alérgeno em questão, que funcionam como uma espécie de “memória” do sistema imunológico.

Assim, quando acontece um segundo contato com o alérgeno, os anticorpos o reconhecem e se ligam a ele.  O problema é que a IgE também está ligada às células de defesa, principalmente os mastócitos e os basófilos.

Quando a IgE se liga com o alérgeno, ela faz com que as células que também estão ligadas a ela se rompam, liberando grânulos que contêm histamina, responsável pelos primeiros sintomas de alergia.

A natureza desses sintomas, por sua vez, depende do local da alergia: no nariz, surgem a coceira e a coriza; no pulmão, ocorrem a contração dos brônquios, a tosse e a falta de ar; na pele, surgem as urticárias. Confira a hora certa de levar o seu filho ao hospital.

Em seguida, outras células de defesa (como eosinófilos, linfócitos e monócitos) se deslocam para o local para ajudar nesse combate, causando uma reação inflamatória imunológica que faz a alergia se manter por mais tempo e agrava os sintomas.

Alergias respiratórias: o problema mais comum

As alergias podem afetar qualquer parte do corpo, mas as vias respiratórias são a região mais atingida. Esse quadro dá origem a doenças ou agrava condições já existentes, como rinite alérgica, sinusite, bronquite e asma alérgica.

As substâncias que mais despertam alergias respiratórias são pólen, ácaros, poeira, poluição, proteínas do pelo, das penas e da saliva dos animais, ácaros, mofo (fungos), componentes da fumaça do cigarro, determinados cheiros e perfumes e as mudanças climáticas, entre outros.

A rinite alérgica, que é a forma mais comum de alergia respiratória, é caracterizada por sintomas como coriza ou congestão nasal, espirros, tosse, coceira no nariz, garganta e olhos, problemas de sono e dificuldades de concentração.

Já a asma alérgica acontece quando a reação de hipersensibilidade ao alérgeno aumenta a secreção nos brônquios, causa contrações involuntárias nos músculos dessas estruturas e ainda promove um inchaço da mucosa devido à reação inflamatória, dificultando a respiração.

Como resultado, a pessoa com crise de asma alérgica apresenta sintomas como tosse, falta de ar e chiado no peito. Essa é uma condição que costuma surgir em consequência à rinite alérgica e, nos casos mais graves, pode ameaçar a vida do paciente.

Como prevenir as alergias

A partir do momento em que se identifica uma alergia, a melhor forma de preveni-la é evitando o contato com o alérgeno que a desencadeia. No caso das alergias respiratórias, isso é feito com a adoção das seguintes medidas:

  • Limpar a casa com aspirador de pó e pano úmido pelo menos uma vez por semana para remover a poeira;
  • Trocar carpetes por piso de material liso e eliminar os tapetes (ou utilizar tapetes de material antiácaro);
  • Reduzir ao máximo o número de objetos na casa, em especial no quarto da pessoa alérgica, evitando o acúmulo de poeira doméstica;
  • Efetuar a limpeza frequente de cortinas, sofás, cadeiras e almofadas;
  • Trocar a roupa de cama uma vez por semana e levar cobertores com frequência;
  • Evitar sair ao ar livre na época de polinização das flores cujo pólen desencadeia alergia;
  • Consertar infiltrações para evitar a umidade excessiva, que leva ao desenvolvimento de mofo;
  • Abrir a janela do banheiro depois de tomar banho para evitar que as paredes e o teto embolorem;
  • Manter o guarda-roupa limpo e não enchê-lo demais para que o ar possa circular e evite o desenvolvimento de fungos nas roupas e calçados;
  • Evita a exposição à fumaça do cigarro e à poluição.

Além dessas medidas, é altamente recomendável adquirir um purificador de ar que seja capaz de eliminar ácaros, fungos, bactérias, poluentes e odores como cheiro de cigarro e de animais de estimação. Sendo um aliado indispensável contra as alergias respiratórias.

Dê preferência a modelos que não necessitam de limpeza ou troca de filtro e que tenham um baixo consumo de energia, como os aparelhos da Sterilair, que podem ficar ligados direto. Assim, você fica menos exposto aos alérgenos e evita as crises de alergia.

Você é alérgico a alguma substância? Como você faz para se prevenir? Conte para a gente nos comentários!

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